CBH-Manhuaçu promove seminário para discutir questões ligadas ao saneamento básico


26 jan/2015

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Encontro reuniu autoridades e representantes de municípios da região em Aimorés

O seminário “Água e Saneamento Básico: pensando no amanhã”, promovido pelo Comitê da Bacia Hidrográfica Águas do Rio Manhuaçu (CBH-Manhuaçu), reuniu autoridades e representantes de municípios da região na cidade de Aimorés/MG, nos dias 21 e 22 de janeiro. O encontro, que contou com a participação de parte dos municípios contemplados com a elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB), através de recursos do Programa de Universalização do Saneamento (P41), teve como objetivo colocar em pauta questões ligadas ao saneamento básico e à construção dos PMSBs.

Participaram da abertura prefeitos, vereadores e representantes de municípios da bacia, representantes do Instituto Terra, membros da diretoria do CBH-Manhuaçu, do IBIO-AGB Doce e do CREA. A presidente do CBH, Isaura Paixão, destacou a importância do encontro e de envolver a comunidade na elaboração dos planos. “Nós dos Comitês da Bacia do Rio Doce resolvemos priorizar a elaboração dos planos em detrimento de outros programas. Quando eu resolvi fazer esse seminário, pensei em aproveitar esse momento e conclamar os municípios para que esse trabalho tenha a participação da sociedade. Nós queremos ouvir vocês”, destacou.

No primeiro dia do evento, os convidados puderam participar das palestras “O Papel do Município na Mobilização para Realização do PMSB”, ministrada pelo jornalista e vice-presidente do CBH-Manhuaçu, Senisi Rocha; “Plano de Saneamento Básico: Lei 11.445”, ministrada pelo engenheiro civil do CREA, Renato Rodrigues e Chaves; e da oficina “Planejamento Participativo para as ações de educação e para o consumo consciente da água e para a implantação da coleta seletiva nos municípios do CBH-Manhuaçu”. Ao final da oficina, um levantamento com os principais problemas e possíveis soluções foi apresentado. Entre os problemas, destacam-se a falta de tratamento de água e esgoto, destinação inadequada dos resíduos sólidos, degradação ambiental, ausência de planejamento para uso da água e a ausência de aterros sanitários. Já entre as possíveis soluções foram citadas a conscientização da população, implantação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) nos distritos e nas sedes, proteção das nascentes e utilização de técnicas de reaproveitamento de água.

Já no segundo dia, os participantes acompanharam as palestras “Soluções em Saneamento”, ministrada pelo Dr. em Engenharia Hidráulica e Saneamento, Luiz Mário Queiroz Lima; “Água, Saneamento Básico e Qualidade de Vida”, ministrada pelo engenheiro agrônomo e coordenador técnico da Emater, Paulo Roberto Corrêa; “Uma experiência de cidadania”, ministrada pelo médico Luiz Carlos Lemos Prata; e da palestra “Cenário e Desafios do Saneamento Básico na Bacia Hidrográfica do Rio Manhuaçu”, ministrada pela professora Patrícia Sad. Ao final do encontro, uma mesa redonda, composta pelos palestrantes do dia e pelo diretor técnico do IBIO-AGB Doce, Edson Azevedo, foi formada, quando os participantes puderam tirar dúvidas. O engenheiro da Emater, Paulo Roberto Corrêa, falou sobre a importância da conscientização da comunidade. “Acho que temos que fazer o básico, mas bem feito. Vamos começar pelo simples, como a coleta seletiva de lixo em casa. Se cada um fizer sua parte, teremos um resultado pra comunidade.” O diretor técnico do IBIO-AGB Doce destacou as dificuldades na elaboração dos planos municipais de saneamento básico. “Eu sei das dificuldades de se fazer saneamento no Brasil, já que esse tema não é atrativo para a comunidade. Além da participação dos membros da sociedade, encontramos dificuldades na hora de contratar empresas que atendam às exigências legais e em relação à capacidade técnica do município”.


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